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Nas sendas da Vida/ En los caminos de la vida

Las sendas de la vida

La maldad encubierta

Políticas publicas dirigidas a "regalar" casas en asentamientos populares son consideradas por muchos como "buenas y eficientes". Aún cuando perciben que los asentamientos no son de mucha calidad, se acostumbra escuchar: "bueno, mejor que los ranchos en que vivían antes...".

¿Será verdad? ¿Será que los asentamientos tan utilizados por los Gobiernos Latinoamericanos con el afán de solucionar el problema de las personas que viven en villas sin infraestructura y/o en invasiones, son proyectos benéficos? ¿Será que esas personas pasan a tener mejor calidad de vida, a ser más respetadas, a tener más oportunidades?

Les invito que lean este artículo sobre una región de Brasil. Y que piensen en sus países, en los asentamientos que conocen o si no los conocen, quién sabe deban conocerlos. Reflexionen sobre las soluciones políticas que nuestros gobiernos eligen. Reflexionen sobre lo que es necesario y/o suficiente para dar dignidad a la gente.

Quizás es hora de dejar de ver las soluciones reconocidas como las mejores y comenzar a buscar soluciones coherentes con el "ser humano" en tanto humano y no solamente en su necesidad de 4 paredes y un techo.

Cris Bernardes

* El artículo esta originalmente escrito en Portugués. Debajo del mismo presentamos una versión en Español traducido por Carolina Quevedo Guimaraes.

 

“Nas sendas da Vida"

por Elisandro Rodrigues y Cristiane Silveira Dos Santos

 

Um Sol de rachar. Ruas que levam a encontros. Um som que canta e encanta. Vários alunos empolgados. Uma motivação: A Caminhada pela Vida.
Foi esse o cenário da Caminhada pela Vida que aconteceu na última sexta-feira [dia 29.06.12]. Os alunos das turmas 4ºB, 4ºD e 5ºC juntamente com os integrantes da Nossa Banda, Banda Marcial da Escola, subiram e desceram as ruas da Colina Verde. Essas andanças levaram ao encontro da Escola Getúlio Vargas que nos esperava no inicio do Bairro Vargas [próximo a caixa d'água].

Uma caminhada bonita, um encontro bonito. Duas escolas movidas pela delicadeza do cuidado com a vida. Duas Bandas agenciando sons. Em um dos cartazes da caminhada os dizeres “Que saibamos cuidar da vida que há dentro da gente e em todo lugar”. E esse cuidado floresceu sob o sol, nas ruas que interligaram as duas escolas, as duas bandas. Nas notas e sons que chamaram a atenção dos moradores por onde as bandas puxava o cortejo pela Paz.

A tarde foi marcada pelos sons da Paz, da Vida e do Encontro.

Publicado em julho de 2012, no blog da Escola Municipal de Ensino Fundamental Walmir dos Santos Martins.
 

Cris e Elisandro, Elisandro e Cris. Dois Professores da Escola Walmir Martins, do Loteamento Colina Verde, do município de Sapucaia do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

*

A Escola Walmir dos Santos Martins fica situada na Rua dos Canários 250, Loteamento Colina Verde, numa zona periférica da cidade de Sapucaia do Sul, no Bairro Vargas. O Loteamento Colina Verde tem 409.330,02m², divididos em 1.208 lotes, para onde foram alocadas famílias de baixa renda, provenientes de regiões de alto risco como a Rodovia RS-118 e regiões ribeirinhas do município.

No Loteamento vivem pessoas de baixa escolaridade, muitos desempregados e autônomos. Conforme o SIAB (Sistema de Informação da Atenção Básica do Ministério da Saúde - dados de setembro de 2010), 3.402 pessoas, agrupadas em 905 famílias,[sobre]vivem nas ruas com nomes de passarinhos.

*

No final do mês de julho de 2012 programamos uma "caminhada pela vida", uma estratégia linda de lançar uma campanha em favor da vida e contra as drogas na comunidade. Com essa saída dos murros da escola descobrimos muitas coisas sobre a Colina. Caminhamos pelas ruas, conhecemos as casas, os  lugares e  as pessoas. Olhamos e fomos olhados.  Sentimos o encantamento de uma comunidade pequena e isolada e entendemos que o que a faz tão especial são os laços, as linhas que conectam as pessoas e formam as amizades.

Diferente dos centros urbanos, das metrópoles, onde  vivemos sozinhos entre multidões anônimas, na Colina entre perceptos e afectos os alunos passeam nas casas cumprimentando seus moradores, pedindo água e brincando com seus cachorros: todos se conheciam.

*

Os perceptos não mais são percepções, são independentes do estado daqueles que os experimentam; os afectos não são mais sentimentos ou afecções, transbordam a força daqueles que são atravessados por eles. As sensações, perceptos e afectos, são seres que valem por si mesmos e excedem qualquer vivido. [Deleuze, O que é Filosofia, pg. 212]

*

Cartografamos olhares neste dia: paixões alegres - coisas boas, mas também observamos paixões tristes - muitas coisas ruins. Um bairro sem infraestrutura, sem praças, sem árvores, sem lazer e possibilidades de cultura. A Colina Verde é verde no entorno. Para a construção do loteamento foi desmatado uma área sem planejamento das que poderiam compor os possíveis quintais. As ruas são de chão batido, sem calçada, nem esgoto pluvial ou cloacal e, sendo todas em declive (colina lembram?) a erosão tomou conta de tal forma, que não há ruas. Não é possível passar com carros e quando  chove é difícil até mesmo caminhar.

O destino combinado era o final do loteamento, que fica em um declive muito acentuado, distante uns 1500 metros da escola. Foi uma caminhada quente e difícil, só melhorada mesmo pelo entusiasmo dos alunos. No entanto foi possível ter uma visão ainda melhor do isolamento em que vive esta comunidade. A ligação do Bairro Vargas com a Colina Verde é feita apenas por um acesso, uma rua. Uma comunidade esquecida.

*

Em minhas aulas, descubro aos poucos a história do loteamento que existe a 9 anos e foi feito para retirar famílias de “papeleiros” do lugar onde passariam os trilhos do Trensurb. Todos contam que quando foram morar ali, o loteamento se tornou violento, devido a adaptação de várias famílias ao lugar, ao abandono quase completo do poder público e ao tráfico de drogas. As famílias moravam em invasões irregulares, em moradias sub-humanas, mas sobreviviam do recolhimento e venda de material descartado pela cidade, já que sua invasão ficava perto do centro, ao lado dos trilhos do trem. Quando mudaram para o Loteamento da Colina Verde ganharam casas de alvenaria, com dois quartos e pátio. A infra-estrutura das casas, como chamamos no Brasil, são de “caixas de fósforo”. Além da qualidade das casas ser lamentável e o Loteamento não ter nenhuma estrutura de lazer e de cultura, eu pergunto: como continuar recolhendo materiais para a venda, para ganhar seu pouco sustento em um loteamento que fica a pelo menos 5km do centro da cidade, com declives enormes e estradas terríveis, esburacadas, sem asfalto? Houve com isso um empobrecimento imediato da população (se é que era possível ficar ainda mais pobre) e quem  não conseguiu novas fontes de renda, vendeu sua casa (ilegalmente) e voltou a invadir áreas perto do centro.

Ao final destes 6 anos, em sala de aula, subindo e descendo as ruas da Colina percebemos alguns reflexos dos problemas do bairro nestas crianças. Apesar de ser uma cidade da região metropolitana de Porto Alegre vários deles nunca foram a capital. Vários deles nem sabem onde é a capital. Muitos não sabem o nome do município em que vivem. Boa parte deles vai pouco ao centro da própria cidade, já que o transporte coletivo é caro e tudo fica muito longe. A Escola acaba sendo o único lugar de socialização e de lazer, temos poucas faltas. Não temos praças, nem associação de moradores ou outros locais públicos. Em dias de chuva, mesmo que não seja torrencial as faltas são de quase 100%. As ruas são de terra vermelha e fofa, que com a chuva vira barro e pode enterrar até as canelas. Já tentei andar pelo bairro em dias de chuva e o que posso dizer é que quase não pude voltar a dar aulas naquele dia... Então fico pensando, os alunos podem faltar as aulas e recuperar depois, mas e os pais? Como fica o trabalho? Como estas pessoas saem para trabalhar? Em alguns dias de chuva mais forte, já aconteceu de terem que caminhar até o final do bairro, porque o transporte público não conseguiu rodar pelas ruas cheias de barro.

Um local isolado. A internet não chega até lá, as internet's móveis funcionam mal e pode parecer exagero mas os próprios telefones não pegam sinal. A escola tem uma boa sala de informática, no entanto, sem internet. O único sinal de internet disponível é via rádio, que tem alto custo, o que impossibilita a democratização e o acesso a rede mundial e as informações. Essa ilha que se forma, do ponto de vista da infância é bem interessante, pois temos alunos que, na falta de acesso a tecnologia, brincam!

Que não é o que se pode dizer de nossas crianças modernas, tecnológicas e engessadas em apartamentos, videogames, redes sociais e fast-foods. É como uma brisa frescas vê-los jogar bolita, andar de carrinhos de lomba, bicicletas, e sim, muito futebol. No entanto, fico sempre pensando: como será a vida deles quando tiverem que acessar o mercado de trabalho? São excluídos de muitas coisas na vida. É lamentável ver que as vidas dos alunos tendem a repetir as dos pais. Subempregos. Moradias “caixas de fósforos”. Casando cedo. Filhos com 16, 17 anos.

Paixões tristes....

*

Mas não é só tristeza. A infância pode ser roubada, mas os sonhos ainda continuam. As sendas podem levar a outros caminhos. Outros sons podem ser produzidos. O barro pode ser transformado. Basta alguém para olhar diferente. Basta uma palavra que rache. Que produza linhas de fuga. Que rabisque sonhos. Cores. Cores de Esperança.

*

Me desculpe a delicadeza...

a cor de uma esperança,

me descortina para o dia.

[Manoel de Barros]

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 “En los caminos de la vida”

Bajo un sol inclemente. Las calles que llevan a encuentros. Un sonido que canta y encanta. Varios alumnos emocionados. Una motivación: La Caminata por la Vida.

Fue ese el escenario de la Caminata por la vida que pasó el último viernes (día 29.06.12). Los alumnos de las secciones de 4ºB, 4ºD y 5ºC, en conjunto con los integrantes de Nuestra Banda, Banda Marcial de la Escuela, subieron y bajaron las calles de la Colina Verde. Estas andanzas llevaron al encuentro de la Escuela Getulio Vargas que nos esperaba en el inicio del Barrio Vargas (próximo al tanque de agua).

Una linda caminata, un lindo encuentro. Dos escuelas movidas por la delicadeza del cuidado con la vida. Dos Bandas entonando sonidos. En una de las pancartas de la caminata decía “que sepamos cuidar de la vida que hay dentro de nosotros y en todo lugar”. Y ese cuidado floreció sobre el sol, en las calles que enlazan  las dos escuelas, las dos bandas marciales. En las notas y sonidos que llamaron la atención de los habitantes por donde las bandas tocaban el cortejo de la paz.

La tarde fue marcada por los sonidos de la Paz, de la Vida y del Encuentro.

Publicado en julio del 2012, en el blog de la Escuela Municipal de enseñanza fundamental, Walmir de los Santos Martín.

Cris y Elisandro, Elisandro y Cris. Dos profesores de la Escuela “Walmir Martins”, del parcelamiento “Colina Verde”, en el municipio de Sapucaia del Sur, en el Estado de Rio Grande del Sur, en Brasil.

La escuela “Walmir de los Santos Martins” queda situada en la calle de los Canarios 250, parcelamiento “Colina Verde”, en una zona periférica en la ciudad de Sapucaia del Sur, en el Barrio Vargas. El parcelamiento Colina Verde tiene 409.330,02 m², divididos en 1.208 lotes, para donde fueron designadas familias de bajos recursos, provenientes de regiones de alto riesgo como de la Ruta Provincial RS-118 y regiones ribereñas del municipio.

En el parcelamiento viven personas de baja escolaridad, muchos desempleados y autónomos. Conforme el SIAB (Sistema de Información de Atención Básica  del Ministerio de la Salud de Brasil – datos de septiembre del 2010), 3.402 personas, agrupadas en 905 familias (sobre)viven en calles con nombres de pajaritos.

En el final del mes de julio de 2012 programamos una "caminata por la vida", una estrategia linda para lanzar una campaña en favor de la vida y contra las drogas en la comunidad. Con esa salida de los muros de la escuela descubrimos muchas cosas sobre la Colina. Caminamos por las calles, conocimos las casas, los lugares y las personas. Miramos y fuimos mirados. Sentimos el encantamiento de una comunidad pequeña y aislada y entendimos que lo que hace tan especial son los lazos, las líneas que conectan las personas y forman las amistades.

Diferente de los centros urbanos, de las metrópolis, donde vivimos solos entre multitudes anónimas, en la Colina entre perceptos y afectos los alumnos pasean en las casas saludando sus habitantes, pidiendo agua y jugando con sus perros: todos se conocían.

 

Los perceptos no son solo percepciones, son independientes del estado de aquellos que los experimentan; los afectos no son solo sentimientos o trastornos, transbordan la fuerza de aquellos que son atravesados por ellos. Las sensaciones, perceptos y afectos, son seres que se valen por sí mismos y exceden cualquier vivido. [Deleuze, O que é Filosofia, pg. 212]

Evidenciamos miradas en este día: pasiones alegres – cosas buenas, pero también observamos pasiones tristes – muchas cosas malas. Un barrio sin infraestructura, sin plazas, sin árboles, sin lugares de ocio y posibilidades de cultura. La Colina Verde es verde en el entorno. Para la construcción del parcelamiento fue eliminada la capa vegetal de un área sin planificación de las que podrían componer los posibles lotes. Las calles son de tierra, sin acera, ni alcantarillas pluviales o redes de aguas servidas, y siendo todas con pendientes (es una colina recuerdan?) la erosión ha tomado las calles, destruyéndolas en su totalidad. No es posible pasar con carros y cuando llueve es difícil hasta para caminar.

El destino era el final del parcelamiento, que queda en una pendiente muy acentuada, distante unos 1500 metros de la escuela. Fue una caminata caliente y difícil, solo mejorada por el entusiasmo de los alumnos. Entre tanto fue posible tener una visión mejor del aislamiento en el que vive la comunidad. El enlace del barrio “Vargas” con la “Colina Verde” es hecha apenas por un acceso, una calle. Una comunidad olvidada.

En mis clases, descubro a los pocos la historia del parcelamiento que existe a 9 años y fue hecho para retirar familias de “cartoneros” del lugar donde pasarían la vía del Tren Metropolitano. Todos cuentan que cuando fueron a vivir allí, el parcelamiento se convirtió en un lugar violento debido a la adaptación de varias familias al lugar, al abandono casi completo del poder público y al tráfico de drogas. Las familias vivian en invasiones irregulares, viviendas sub-humanas, pero sobrevivían de recoger y vender el material descartado por la ciudad, ya que su invasión quedaba cerca del centro, al lado de la línea del tren. Cuando se mudaron para el parcelamiento de la “Colina Verde” obtuvieron casas de albañilería, con dos cuartos y patio. La infraestructura de las casas, como llamamos en Brasil, son de “cajas de fósforos”. Sumado a la calidad de las casas ser deplorable y el parcelamiento no tener ninguna estructura de esparcimiento y de cultura, yo me pregunto: ¿como continuar recogiendo materiales para la venta, para ganar su poco sustento en un parcelamiento que queda a por lo menos 5km del centro de la ciudad, con pendientes enormes y vías de acceso terribles, con baches, sin asfalto? Ocurrió con eso un empobrecimiento inmediato de la población (si es que es posible quedar todavía más pobre) y los      que no consiguieron nuevas fuentes de trabajo, vendieron su casa (ilegalmente) y volvieron a invadir áreas cerca del centro.

Al final de estos 6 años, en el salón de clases, subiendo y bajando las calles de la Colina, percibimos algunos reflejos de los problemas del barrio en estos niños. A pesar de ser una ciudad de la región metropolitana de Porto Alegre varios de ellos nunca fueron a la capital. Varios de ellos ni siquiera saben donde es la capital. Muchos no saben el nombre del municipio en el que viven. Buena parte de ellos van poco al centro de la propia ciudad, ya que el transporte colectivo es caro y todo está muy lejos. La escuela queda siendo el único lugar de socialización y de esparcimiento, tenemos pocas faltas. No tenemos plazas, ni asociación de vecinos u otros locales públicos. En días de lluvia, así no sean lluvias torrenciales las faltas son case del 100%. Las calles son de tierra roja y suave, que con la lluvia se convierte en barro (lodo)  y que se puede enterrar hasta las pantorrillas. Ya intenté caminar por el barrio en días de lluvia y lo que puedo decir es que casi no pude regresar a dar clases ese día. Entonces pienso, los alumnos pueden faltar a las clases y recuperar después, pero, y los padres? Como se arreglan en el trabajo? Como estas personas salen a trabajar? En algunos días de lluvias más fuerte, ha pasado que tienen que caminar hasta el final del barrio, porque el transporte público no ha podido pasar por las calles llenas de barro.

Un lugar aislado. El internet no llega hasta allá, los internet móviles funcionan mal y puede parecer mentira, pero hasta los propios teléfonos celulares no tienen señal. La escuela tiene una buena sala de informática, entre tanto, sin internet. La única señal de internet disponible es vía radio, que tiene un alto costo, lo que imposibilita la democratización y el acceso a la red mundial y las informaciones. Esa isla que se forma, del punto de vista de infancia es bien interesante, pues tenemos alumnos que en la falta de acceso a la tecnología, juegan!

Que no es lo que se puede decir de nuestros niños modernos, tecnológicos y encerrados en departamentos, videojuegos, redes sociales y comidas rápidas. Es cono una brisa fresca verlos jugar bolitas, carritos de madera por las pendientes, bicicletas, y mucho futbol. Entre tanto, siempre pienso: ¿cómo será la vida de ellos cuando tengan que acceder al mercado de trabajo? Serán excluidos de muchas cosas en la vida. Es lamentable ver que las vidas de los alumnos tienden a repetir a de los padres. Subempleos. Viviendas “cajas de fosforo”. Casándose a temprana edad. Hijos con 16, 17 años.

Pasiones tristes...

*

Pero no es solo tristeza. La infancia puede ser robada, pero los sueños aun continúan. Las sendas pueden llevar a otros caminos. Otros sonidos pueden ser producidos. El barro puede ser transformado. Basta alguien para ver diferente. Basta una palabra que raje. Que produzca líneas de fuga. Que ralle los sueños. Colores. Colores de esperanzas.

*

Disculpen mi delicadeza...

El color de una esperanza,

Me descortina para el día.

(Manoel de Barros).

 

 

 

 

 

gustavo